QuoteThe.Net

"La mejor manera de investigar en internet sobre un tema es buscar a alguien que ya lo haya hecho y publique la información a respecto."
- Virginia Luzón Fernándes

"Imagino un nuevo tipo de narrador, uno que es mitad hacker, mitad bardo. El espíritu del hacker es una de las fuentes de creatividad de nuestro tiempo, capaz de hacer cantar a los circuitos inanimados con voces cada vez más individuales y extrañas. El espíritu del bardo es irreemplazable para decirnos qué hacemos aquí y qué significamos los unos para los otros."
- Janet Murray

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Uma história de amor no mundo virtual

Sinceramente, uma das melhores coisas que eu já li desde que inventaram a internet.

A Love Story, by Jeff Freeman

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Narrativas

Rondando por aí na internet eu achei umas coisas: segundo estimativas, o custo de produção de Shrek, junto com o marketing, ficou em torno dos U$80 milhões. O World of Warcraft tem seu custo estimado (também com marketing) em U$40 milhões. Nós temos um jogo extremamente popular com um orçamento igual a metade do orçamento de um filme extremamente popular. Dá o que pensar...

A Abragames sustenta a informação que os lucros da indústria de jogos ultrapassou o da industria cinematográfica em 2003. Eu tinha visto uma informação parecida antes, só que ela dizia que na verdade os jogos não tinham ultrapassado toda a indústria cinematográfica, mas sim a renda dos ingressos para o cinema dentro dos USA. Uma diferença considerável, se contarmos que existem também os lucros dos ingressos em países fora do USA, da venda de DVDs, da venda dos filmes às redes de televisão e produtos em gerais (CDs de trilha sonora, action-figures, etc...)

De qualquer forma, é algo relevante. Não há como negar o fato de que os games estão se tornando um negócio tão grande quanto o cinema, e isso definitivamente vai implicar algumas mudanças de paradigma. Qualquer gamer atento já percebeu que atualmente cada vez mais os games se aproximam do cinema também no gameplay. Os gráficos mais realistas, as câmeras tiradas de filmes populares, as cutscenes e formas de contar a estória... Os próprios roteiros de alguns jogos são bem mais elaborados hoje do que os de alguns filmes, ao mesmo tempo que outros possuem estórias e roteiros que dariam perfeitamente um longa-metragem.

Aí, quando eu começo a conversar com André Neves aqui no Kimera e vejo as viagens de incluir IAs em filmes, com tecnologia de voice recognition pra interagir com o espectador, percebo que não são só os games que estão se aproximando do cinema, mas que o cinema também está dando uns passinhos pro lado dos jogos. Não é a toa que jogos de filmes e filmes de jogos estão se tornando cada vez mais populares. A maioria ainda muito ruins, mas potencial ao menos existe.

E no que é que tudo isso vai dar? Boa pergunta. Talvez eles não sejam duas coisas tão diferentes assim. Afinal de contas, games, filmes, HQs, RPGs e etc são todos formas de se contar estórias. Claro, em cada um deles existe mais do isso, mas é exatamente nesse ponto, na estória, que eles se tocam. E eu começo a enxergar um borrão aí.

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Remix

Na semana passada um amigo meu pediu a mim, e a outro amigo nosso, para darmos uma "entrevista virtual" sobre cibercultura, tecnologia e seu impacto nas mídias, etc... Aí embaixo segue uma parte do log dessa entrevista :)

B:
o q eu queria é como esse processo de multiplicação influencia a obra, saca? se vcs acham q ela perde valor por ser menos única ou se valoriza de certo modo por ampliar as interpretações e vistas sobre ela

SirNiXXon: Pra mim somente valoriza
Trystan: eu ja sou mais conservador, tem que ter um criterio..
SirNiXXon: Claro, sempre tem um critério.
SirNiXXon: Mas veja: vc tem uma música, toca, a galera gosta, outro chega e resolve fazer um remix - dependendo da capacidade dele, pode ficar um lixo, ou muito bom. Se ficar ruim, a obra remixada se perde, se ficar boa, vai passar a tocar, talvez mais ainda que a obra original. Vc tem sua obra, editada, mas ganhando mais espaço do que ela ganharia inicialmente. Sem falar que isso também abre espaço prum novo público.
Trystan: mas como vc falou, é uma faca de dois gumes..
SirNiXXon: Por exemplo, Riders on the Storm: é uma música do The Doors. Foi remixada pelo Fredwreck recentemente, junto com os vocais do Snoop Dogg. Eu NÃO gosto de The Doors. Mas o remix, o trabalho do Fredwreck e do Snoop, me fez gostar do The Doors. Foi uma releitura de uma obra que eu nem sequer iria conhecer
Trystan: mas o The Doors já eh uma banda firmada
SirNiXXon: Firmada prum público antigo. Pro público mais novo ela é quase desconhecida. Então vc tem um público novo que tem um contato com a obra do The Doors e passa a gostar disso, pq essa releitura dá uma roupagem mais moderna, mais atual ao The Doors, uma roupagem mais adequada aos dias de hoje.
Trystan: eu posso dar um exemplo contrario: eu gosta da musica Light my Fire do The Doors, maas se eu a tivesse conhecido, pela versão do R.E.M eu nao ia nem querer conhecer o resto!
SirNiXXon: Mas isso aí é cover, não é remix. :) Quando vc escuta o remix vc tá escutando o The Doors original! Tá lá o vocalista do The Doors cantando! Tá o Snoop tb, e a musicalidade é outra, mas é a obra original ainda, só que mutada, híbrida. No caso de um cover a coisa é outra.
SirNiXXon: É outra voz, outra musicalidade, outra leitura, outro tudo. É Marisa Monte cantando claudinho e buxexa. É All Saints cantando Red Hot Chilli Pepers. Pode dar outra cara, abrir prum público diferente, fechar pra outros, mas não é uma transformação no sentido do remix, que é o original com elementos novos, e não uma série de elementos novos baseados num original. Ele é a modernização do cover talvez, através dos recursos tecnológicos atuais.
Trystan: mas pelo que vc falou, vc vai continuar nao gostando do The Doors e sim das remodelagens que fizeram com as músicas deles
SirNiXXon: Claro! :D Mas e pro The doors qual a diferença? Eu vou tá ouvindo eles e comprando as obras baseadas neles, não vou? Eles ganham divulgação, o nome deles se torna mais conhecido. E daí várias pessoas que de outra forma não escutariam The Doors vão ficar curiosas e querer ouvir o original, e algumas delas vão gostar.
Trystan: só uma citação: esse foi o mesmo argumento que eu ouvi de um critico de cinema.. falando sobre o novo filme de Constatine.
SirNiXXon: hehehehe
SirNiXXon: É como o Chico misturando o maracatu com rock e hip-hop. :) Se não fosse por isso, muita gente não ia conhecer ou gostar do maracatu. Eles gostam do maracatu antes por ser mangue beat, por ser moderno, e depois por ser pernambucano, por ser tradicional. ;)
Trystan: B?
SirNiXXon: deve tah namorando virtualmente e se esqueceu de nós. :)
Trystan: heheheh...
B: eu! tô acompanhando aqui
B: q virtualmente oq, é ao vivo mesmo :P
B: mas sim, concordo com NiXX nessa: a pluralidade, apesar de tirar o aspecto única, democratiza mais a obra, torna mais conhecida, e pra mim, você produzir sua visão sobre o q já existe é tão válido qnt criar algo novo
SirNiXXon: Mas o que é uma obra "única" B? :P Sinceramente? Obra única não existe. Não hoje em dia.
B: exato, mas disso Walter Benjamin falou melhor :P
SirNiXXon: Existe é uma transformação de uma carga cultural que a gente tem e daí vc acaba criando algo novo mas que não é novo em suas raízes. Veja Matrix: uma colcha de retalhos agrupados de forma a criar um todo original de várias partes "copiadas". :) É esse o trabalho de qualquer artista. É como a vida de um cronista: observar a vida real e ter o senso de como escrever isso de uma forma relevante. :)
Trystan: eu concordo que isso seja um aspecto valido, mas nao é o único
B: galera, papo tá bom, mas tô vendo q a gente tá precisando amarrar o assunto, dar uma conclusão
SirNiXXon: hahaha Tudo culpa sua, seu entrevistador fuleiro

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blue and red pills

Alguém lembra daquela propaganda antiga do Master System?

Um garoto genérico equipado com um óculos 3D atirando com sua pistola Light Phaser em foguetes que pareciam sair da tela e a impactante frase no final: "Master System: é um jogo, mas poderia ser verdade"? Pois se a vida imita a arte e arte imita a vida, chegamos num tempo onde a vida imita os jogos e os jogos imitam a vida, e a arte imita os jogos que imitam a vida que... ah, sigam o link que fica mais fácil :)

Andas' Game
(AVISO: são cerca de 19 páginas de texto, mas vale a pena. Pros impacientes, o link leva até uma propaganda, é só esperar um pouquinho que o texto aparece em seguida)

O curioso do "Anda's Game" é que existe, claro, uma romantização do assunto, mas esses "farmers" (nenhuma relação com os tradicionais plantadores de batatas), que ficam "jogando" MMOGs pra vender os frutos das horas de jogo no eBay, já se tornaram algo bastante comum. Geralmente de países asiáticos, esses caras 'tão em tudos que é MMOG, particularmente nos com raízes mais asiáticas (se não acreditam, tentem os servidores oficials do Final Fantasy XI Ou Lineage II).

E se você gostou da história mas não tá a fim de pagar em dólar, tenta aqui.

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